old towel = new bath rug

Não tenho o livro, mas foi depois de ver algumas fotografias de alguns dos projectos de Handmade Home que me lembrei de transformar uma toalha num tapete de banho.

A toalha tem um siginificado especial porque a comprei na Alemanha e desde então andou a viajar por ai comigo, mas é pequena e está velhinha e bem, as viagens já não são assim tantas… Por isso foi a solução ideal de guardar algo precioso (para mim) e dar-lhe uma nova utilidade.

Quase.

almost 40 weeks

Entretanto por aqui espera-se por um bebé com calma e na certeza de que há-de vir quando for a hora certa.

 

A saga da máquina fotográfica e o leitor de cartões tem continuado… Depois de termos decidido esperar para comprar uma máquina nova lá mandei vir o carregador de bateria, depois foi o leitor de cartões que deixou de funcionar e só hoje finalmente comprei um novo…

 

Por causa da gravidez estámos muito organizados para o Natal e sabe tão bem! Só me falta fazer uma ou duas prendas e uma meia:Christmas Stocking, o pai diz que é tradição, talvez falça é duas, uma para ele também.

image copyright City of Edinburgh Council

image copyright "City of Edinburgh Council"

Na sexta-feira ainda fui a tempo de ver a exposição Dai Nippon: Kabuki prints from the Henry Dyer Collection que esteve na galeria de Glasgow School of Art (já agora, um belissimo edificio desenhado por Charles Mackintosh).

A exposição apresentava woodblock prints no estilo Ukiyo-e de Kabuki, que é como quem diz são prints com cenas de teatro e os seus actores.

Henry Dyer era um engenheiro Escocês que segundo consta contribui em grande parte para o desenvolvimento do ensino tecnico no Japão onde passou alguns anos (1873-1882). Alguns objectos que Dyer collecionou enquanto esteve no Japão foram doados à cidade de Edimburgo pela familia do próprio: Henry Dyer Collection.

A  galeria electrónica onde se pode ver as imagens digitalizadas da coleção e mais sobre o assunto e a exposição.

Uma muito boa desculpa para ir até Dublin seria ir ver esta exposição via Sri Threads.

for my baby girl

A barriga continua a crescer…

Não é que ela precise de roupa, pois tem a que era do irmão e a que veio da prima, mas claro que eu tinha de fazer pelo menos um vestido. Muito simples e com flanela por dentro que é para ficar mais quentinho que esta menina é esperada lá para o final de Novembro.

Entretanto já tem mais um vestido feito pela mãe (não resisti a fazer só mais um) mas não posso mostrar porque ainda não cheguei à caixa onde o carregador da máquina deve estar metido, o que realmente me chateia porque não posso tirar fotografias ao pequeno…

Report: Por estes lados temos andado em mudanças e organizações, para ajudar ele ficou doente, primeiro pensavamos que era das vacinas e/ou dos dentes… afinal ele estava mesmo doente, nada de especial, apenas uma pequena  infenção mas no meio de uma mudança de casa e uma barriga já grande… nem é preciso dizer mais nada… No entanto a casa está em bom caminho e isso é que conta!

Gostava de ter tempo para fazer este casaco para ele…

As pequenas (grandes) coisas que ele faz são tão importantes  para ele como para mim. É no que ele faz e não faz que revejo e analiso a educação que lhe dámos. Certamente estes passos são mais especiais para o próprio bebé e para os pais do que qualquer outra pessoa.

É algo que não é orgulho mas também não deixa de ser, é um sentimento que eu não sei explicar ou então por ser isso mesmo não é para ser explicado, só sentido, ou então é esse o chamado sentimento de mãe e pai, é algo que faz o meu coracão aquecer  e sorrir o sorriso mais sincero e desperta uma enorme emoção de amor e ainda mais dedicação!

E ontem foi um desses momentos quando o meu pequeno com 14 meses e meio demonstrou compaixão e amor ao próximo, quando o primo de 2 anos chorava porque alguém se tinha ido embora o meu filho foi tentar confortá-lo (encostou a cabeça ao primo para lhe dar mimo); é claro que ele só fez isto porque copia um comportamento que nós fazemos com ele próprio: ele chora e nós confortámos. Mas o que torna esta situação tão especial é que um bebé (especialmente na idade dele) é muito self-centered e é dificil colocar-se no lugar dos outros, mas desta vez o meu pequeno saiu do seu próprio eu ao pensar que se aquela pessoa estava a chorar é porque não estava bem e que ele ao dar mimo (à sua maneira bem entido) poderia fazer essa pessoa sentir-se melhor e isso demostra um desenvolvimento emocional e social positivo e saudável e isso faz-me sentir bem, claro, e diz-me que estámos em bom caminho…

shirt I

shirt II

O pequeno precisa de roupa, tanto as blusas como as calças já estão curtas (de mais para ser aceitável).

Umas horas à máquina de costura resolve só um bocado da situação. Para o modelo das blusas fiz primeiro uma blusa de pijama (se ficasse muito mal não era o pior…) mas como até fiquei contente com o modelo, segui para uma blusa a serio e ainda  fiz a segunda (variei um bocado na abertura) mas está grande de mais, parece um vestido, vai ficar na gaveta por uns meses.

A seguir as calças.

apron

Fiz uma almofada para a minha “sogra” e com as sobras um avental para mim. Acho que o tecido é lindo parece pintado à mão, é algodão e linho; o tecido liso é linho da Irlanda.

typical tenement

in town

Vim aqui parar quase por coincidência ou, talvez não! Na altura queria aventurar-me em novas experiências e a Escócia sempre me fascinou muito!

A minha intenção não era ficar por aqui mas depois de conhecer um Glaswegian a minha/nossa vida deu aos poucos 360º graus e tomou rumos que  até então nunca tinha pensado…

Quando aqui cheguei achei a cidade um pouco triste, a maior parte dos edificios quase todos do mesmo feitio e de uma cor de barro, isso aliado ao céu quase sempre cizento não ajuda muito… Os edificios modernos têm ainda menos piada! O melhor da em arquitectura (na minha opinião) são as igrejas. Com o tempo aprendi a olhar mais para cima,  alguns prédios têm detalhes muito bonitos apesar de muitos estarem mal conservados devido à poluição e depois de conhecer melhor a cidade e decobrir os parques fiquei um pouco mais em paz, a Escócia tem uma luz linda e quando o sol brilha o verde é lindissimo e continuo a achar que o melhor é que saindo da cidade em meia hora estamos no meio do campo.

Quando me perguntam se gosto da cidade (e perguntam muito, especialmente depois de saberem que sou portuguesa) confesso que tenho de ser um pouco diplomática, respondo que em geral gosto das pessoas (são muito educadas, afinal não é todas as cidades de quase 2 milhões de habitantes que se tem por habito agradecer ao motorista do autocarro quando vamos a sair) apesar de haver um grande problema com o consumo de alcool e isso reflete-se nas leis (não se pode comprar alcool apartir das 10 da noite e ao domingo só apartir do meio dia, por causa do futebol, mas isto dava assunto para um outro post bem comprido de certeza).

Glasgow na época Vitoriana era conhecida como a Segunda Cidade do Império,  cresceu com a industria de construção de barcos, ferro,textils e tabaco e esse passado industrial está bem reflectido na própria cidade. A maior parte da cidade é constituida por tenements, construídos no século 19 e 20, têm tectos altos e  bay windows são sem sombra de duvida mais bonitos por dentro do que por fora, em alguns apartamentos encontra-se os tectos originais e vitrais (é mais nas escadas) muito bonitos.

Nos anos 60 havia um grande problema de habitação, os tenements também foram construidos para albergar a mão de obra necessária para as fábricas mas esses não tinha muitas condições de vida, sobre esta parte não sei muito mas sei que Glasgow ainda foi destruído por bombas aéreas na II Guerra Mundial e depois desta deve ter havido pressão politica para melhorar as condições habitacionais e a solução encontrada foi construir enormes edificios, o que nos anos 80 se tornou um grande problema social, agora esses mesmos estão a começar a vir abaixo, muitos já foram demolidos e mais se seguem.

Arquitecture and housing

Apesar de tudo penso que Glasgow é uma cidade que vale a pena conhecer, onde a maior parte dos museus são de entrada livre e com qualidade, tem 4 ou 5 teatros/salas de espectáculo um cinema que mostra diáriamente filmes europeus ou um pouco menos blockbuster, tanto da actualidade como um pouco mais antigos e para quem gosta de Rennie Mackintosh não há melhor cidade!

homemade Seitan

Tal como o pão, da primeira vez que fiz Seitan pensei: mas porquê que eu não fiz isto antes!

Desta vez deixei muito mais do que 5 horas, que é o que a receita recomenda. Não é nada dificil de fazer a parte menos boa é lavar a farinha debaixo de água ao mesmo tempo que se amassa. Para ser sincera, nesta altura da minha vida (uma criança pequena e outra quase a nascer…) se houvesse por aqui alguma loja que vendesse, ao contrário do pão, eu preferia comprar do que fazer mas não encontro quem venda, nas lojas onde poderia haver nem sequer sabem o que é e como eu gosto muito, tanto do sabor como da versatilidade não me importo de fazer, até porque dá para congelar e assim não tenho de fazer todas as semanas.

quilting

quilting

Foi na última noite antes de ir de férias que cortei e juntei os quadrados, os tecidos que ia usar já estava decidido porque eu andava com um problema: o que é que eu ia levar para fazer nas férias. Com muito calor tricot ou croché estava fora de questão e com um bebé não pode ser nada que exiga muita concentração.

Quilting foi o projecto perfeito e como é uma coisa pequena acabei nas para férias o que fica sempre como uma lembrança e para uma iniciante melhor ainda. A príncipio era para ser uma almofada mas quando cá cheguei e fiz a borda pensei que o melhor era servir de naperon e agora acaba por estar pendurado na parede (tenho é de arranjar uma maneira melhor sem ser uma cruzeta!), adoro as cores e não me canso de olhar para ele, a única coisa que mudava era se na altura tivesse linha de quilting amarela tinha usado em vez da branca.